quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dilma culpa crise externa, mas EUA e Europa já crescem mais que o Brasil


Novamente utilizada pela presidente Dilma Rousseff, a tese segundo a qual a prostração econômica brasileira decorre da crise internacional perdeu no ano passado o que restava de sua credibilidade.
Até 2013, o argumento já era frágil porque os demais países emergentes, também afetados pela crise no mundo desenvolvido, apresentavam desempenho superior ao do Brasil no governo Dilma.
Agora, até os Estados Unidos e a Europa, epicentros dos tremores da economia global nos últimos anos, já crescem mais que o Brasil.
A recuperação norte-americana é a mais visível. O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA teve expansão de 2,4% no ano passado, e a taxa deste ano é projetada em 3,6% pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
Na zona do euro, os números são mais modestos, mas ainda assim mostram crescimento no ano passado, de 0,9%, e neste ano, calculado em 1,2%.
No caso brasileiro, o resultado de 2014 ainda não é conhecido, mas governo e analistas esperam uma taxa próxima de zero, ou até um pouco abaixo. Para 2015, a projeção central do mercado é uma queda de 0,66%.

O Brasil perdeu mais 18 posições no ranking das economias mais competitivas do mundo

O Brasil perdeu mais 18 posições no ranking das economias mais competitivas do mundo, caindo para a 75ª colocação, segundo o Relatório Global de Competitividade, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) em parceria com a Fundação Dom Cabral.
Os 10 países mais competitivos e o Brasil
Suíca
Cingapura
Estados Unidos
Alemanha
Holanda
Japão
Hong Kong
Finlândia
Suécia
10ªReino Unido
75ºBrasil
Trata-se da maior queda já registrada pelo país e pior posição da série histórica da pesquisa, que mantém a mesma metodologia há 10 anos. Em 2014, o Brasil tinha caído da 56ª posição para a 57ª posição.
A pior colocação até então tinha sido o 72º lugar, registrado em 2007. O melhor resultado foi alcançado em 2012, quando o Brasil ficou no 48º lugar.
Após 3 anos consecutivos de perda de posições, o país está, agora, abaixo de alguns de seus principais concorrentes, como México, Índia, África do Sul e Rússia, e de economias menores como Uruguai, Peru, Vietnã e Hungria.
O relatório destaca que a economia brasileira sofre com a deterioração de fatores básicos para a competitividade, como a confiança nas instituições e déficit das contas públicas, e fatores de sofisticação dos negócios, como a capacidade de inovar e educação.
“A crise econômica e política que se deteriora desde 2014, associada a fatores estruturais e sistêmicos como sistema regulatório e tributário inadequados, infraestrutura deficiente, educação de baixa qualidade e baixa produtividade, resultam em uma economia frágil e incapaz de promover avanços na competitividade interna e internacional”, afirma Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, responsável pela coleta e análise dos dados do Brasil.
Suíça e Cingapura lideram ranking

O levantamento avalia 140 países. O estudo define competitividade como o conjunto de instituições, políticas e fatores que determinam o nível de produtividade de um país. O ranking é calculado a partir de dados estatísticos e de pesquisa de opinião realizada com executivos dos 140 países participantes.  Ao todo, 118 variáveis são analisadas e agrupadas em 12 categorias.

A edição 2015 do ranking não trouxe alterações nas 3 primeiras posições. A Suíça está em 1º lugar no ranking de competitividade pelo sétimo ano consecutivo. Líderes em inovação, os suíços têm taxa de desemprego estável, o que está relacionado ao excelente sistema de educação e à eficiência no mercado de trabalho.
Cingapura e Estados Unidos seguem na 2ª e 3ª posições, respectivamente. A Alemanha subiu da 5ª para a 4ª posição, e a Holanda saltou da 8 para a 5ª colocação. Veja tabela ao lado.
O Chile é o país da América Latina mais bem posicionado, em 35º lugar no ranking geral, seguido do Panamá (50º lugar).
As notas e os rankings são calculados a partir de dados estatísticos e de pesquisa de opinião realizada com executivos dos 140 países participantes. Cento e dezoito variáveis são analisadas e agrupadas em 12 categorias. Para coletar os dados de maneira eficiente, o Fórum Econômico Mundial conta com o apoio de uma rede de mais de 160 instituições parceiras. No Brasil, a Fundação Dom Cabral (FDC) é responsável pela pesquisa de opinião realizada junto à comunidade empresarial. Em 2015, ouviu 197 executivos entre março e maio.
Os menos competitivos

Guiné, Chade, Mauritânia, Serra Leoa, Burundi e Malaui ocupam os últimos lugares do ranking.

Segundo o estudo, países com menores índices de competitividade se caracterizam por instituições fracas, infraestrutura deficiente e educação não inclusiva e de baixa qualidade, além de péssimo sistema de saúde.
Problemas do Brasil

No relatório de 2015, o Brasil teve piora em 9 das 12 categorias analisadas. As quedas mais acentuadas foram nos quesitos instituições, ambiente econômico, saúde e educação primária) e nos indicadores de sofisticação e inovação do ambiente empresarial. Já os pilares infraestrutura, prontidão tecnológica e tamanho do mercado tiveram leves avanços, subindo duas posições cada.

O estudo destaca a deterioração de indicadores como confiança pública em políticos, pagamentos irregulares e subornos, comportamento ético das empresas, pouca eficácia dos conselhos corporativos, citando os recentes escândalos de corrupção envolvendo poder público, partidos políticos e iniciativa privada.
Como os fatores mais problemáticos para se fazer negócios no país, os executivos apontaram, pela ordem, nível de tributação, leis trabalhistas restritivas, corrupção, inadequação da infraestrutura e burocracia.
Oportunidades 

Segundo Carlos Arruda, embora o cenário geral seja marcado por grande pessimismo, a pesquisa aponta oportunidades para o país diante do potencial do mercado doméstico.

“Estratégias focadas na base da pirâmide, por exemplo, que desenvolvem ofertas para a camada mais pobre da população, são promissoras, e a forte desvalorização cambial abre espaço para um movimento de substituição de importações, em que empreendedores locais podem explorar opções mais baratas de produção local de bens e serviços”, avalia.
“Para sair desta situação de piora contínua, não há como fugir das soluções de curto prazo que urgem no país, como reformas fiscais e controle de orçamento do governo. O risco inflacionário, combinado à elevação do déficit público e à desvalorização cambial, é uma receita para um círculo vicioso. Com baixa abertura comercial, o desafio para o Brasil é investir mais em setores exportadores de produtos com maior valor agregado, em troca das commodities, e em acordos bilaterais no lugar dos multilaterais, ou seja, soluções mais eficazes em momentos difíceis como os de agora”, conclui.

Impeachment da Presidente Dilma traria risco a reputação do Brasil de erguer instituições fortes


Um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff "poderia pôr em risco a reputação do Brasil de construir instituições firmes", diz o jornal britânico Financial Times, principal diário de finanças do país, nesta quarta-feira.



Em reportagem de página inteira intitulada "Na linha de fogo", o jornal financeiro cita a crise econômica e política do país e diz que os pedidos de impeachment da presidente são um "teste crítico" para uma "das maiores e também mais jovens democracias do mundo".
"A grande questão para os políticos brasileiros é se seria prejudicial remover um presidente eleito apenas por ser impopular, ou mesmo incompetente, sem ter comprovadamente cometido um crime", diz o texto.
"O que era antes uma economia vibrante está em recessão, a elite política está atolada em um grande escândalo (da Petrobras) e, agora, oponentes querem o impeachment da presidente Dilma Rousseff em uma ação que ameaça levar o país a uma paralisia", diz o texto.
"Com grande parte do Congresso envolvido no escândalo da Petrobras há também a questão se qualquer substituto teria a legitimidade de dar o remédio forte - como aumento de impostos para balancear o Orçamento - que a economia em dificuldade precisa", diz a reportagem.
Para retirar Dilma, oponentes teriam de provar que a presidente é culpada por maquiar as finanças públicas, em medidas conhecidas como "pedaladas fiscais", ou que ela esteve diretamente envolvida em corrupção. A presidente nega as acusações.
O jornal expõe a situação complicada da economia do país - enfrentando uma recessão que deverá se prolongar por 2016 e a forte queda do real ante o dólar - e as dificuldades do governo em aprovar medidas no Congresso para balancear as finanças públicas.
Diz que a política econômica de Dilma é "inconsistente", que poderia levar à saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
FT diz que "no lado positivo", Dilma poderá ser obrigada a abraçar "reformas mais agressivas para melhorar as finanças do país e, assim, aliviar um pouco a pressão do mercado por sua saída".
No início deste mês, o jornal disse em editorial que o sistema político "podre" do Brasil "não funciona" e que o governo não conseguia responder à crise econômica. Citou "bagunça" na economia e finanças públicas em "desordem" para dizer que a situação no país era "cada vez mais instável".
Em editorial publicado em julho, o Financial Times comparou a situação do Brasil a um "filme de terror sem fim". E, no mês passado, reportagem disse que o país passou de "um dos motores da economia global" para o "homem doente" dos mercados emergentes.

sábado, 26 de setembro de 2015

Turismo pode ser a chave para superar a crise no Brasil, dizem autoridades do setor

Mesmo com o dólar alto, os líderes da indústria turística no Brasil se mostraram otimistas durante a 43ª ABAV – Expo Internacional de Turismo, a maior feira de turismo do continente, inaugurada na quinta e com término neste sábado em São Paulo.

Inclusive, o presidente da associação, Antônio Azevedo, diz que o setor tem tudo para ser a chave para superar a crise econômica que vive o país. Mas é preciso investimento.
Na cerimônia de abertura, o diretor da Organização Mundial do Turismo (OMT), Márcio Fávilla, fez coro com o presidente da Abav lembrando que “turismo é emprego, é renda": 
– Não é uma atividade trivial e, sim, um instrumento valioso para o desenvolvimento.
Em seu discurso, o executivo atualizou números da movimentação turística internacional, que chegou a 1,3 trilhão de viajantes no ano passado. E o turismo como um todo, incluindo a atividade interna dos países, movimentou mais de 6 trilhões de viajantes. 
– Pelo que representa em termos econômicos e sociais, os governos precisam reconhecer o valor do turismo – destacou Fávilla.
Azevedo alerta que isso não vem ocorrendo no Brasil: o governo brasileiro não tem investido o que deveria em divulgação dos atrativos turísticos do país no Exterior para captar turistas, especialmente em um cenário de desvalorização da nossa moeda. O presidente da Abav ressaltou que, indo na contramão, o Ministério do Turismo teve sua verba cortada em 70%.
Em sua fala, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, disse compactuar com essa visão. Alves afirmou que o Ministério do Turismo não deve ser extinto na reforma ministerial, mas sim fortalecido. E lembrou que o turismo é a atividade que mais rapidamente gera emprego e renda. Ao comentar o potencial da Olimpíada 2016, falou das tratativas que vem fazendo para modificar o procedimento padrão de vistos para norte-americanos entrarem no país. 
– Queremos a liberação de vistos por um período mínimo de seis meses – salientou.

Crise Econômica x Crise Política


O clima no Congresso desandou e o buraco na economia só aumenta. Como é que a gente chegou nesse ponto? E o que vai ser daqui para frente?


A crise econômica tem se agravado e o dólar é apenas o reflexo dessa incerteza. Economistas estão revendo suas projeções para um PIB mais negativo. Empresas de diversos setores também estão piorando os seus cenários. O setor de construção civil em São Paulo achava que haveria uma queda de 5,5% esse ano. Mas nesta quarta-feira (5) refizeram a previsão para uma queda de 7%.


O governo está tendo seguidas surpresas negativas na arrecadação. Eles chamam isso de frustração de receita – que é esperar arrecadar um valor e, na verdade, receber bem menos. Essa frustração está piorando.

Por isso, até aquele primeiro superávit primário que foi anunciado recentemente pode não ser alcançado.

Nesse ambiente, é uma insensatez aprovação de aumentos salariais seguidos para o funcionalismo. Eles podem até ter razão nas suas reivindicações, mas vão aumentar a despesa – quando o governo precisa cortar, porque não está dando conta de pagar o que já se comprometeu.

A situação chegou a esse ponto porque o governo, nos últimos anos, tomou decisões erradas na economia. Gastou demais, mascarou problemas, jogou para frente várias correções que precisavam ser feitas – como aconteceu com o preço da energia: o governo segurou tanto o reajuste que acabou tendo que dar um aumento maior do que antes.

Isso elevou a inflação, que tirou a renda dos trabalhadores, que diminuiu o consumo. E assim vai. Uma coisa piorando a outra.

A crise política está agravando a crise econômica. Quanto maior for esse esfacelamento da base parlamentar, maior será a incerteza econômica – porque, nesse clima, não tem investimento. E a retomada do crescimento é adiada.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Alemães mostram confiança no Brasil e na recuperação política e econômica do país na abertura do Encontro Econômico


A confiança no Brasil e a disposição de investir em diferentes setores, como infraestrutura, energia, formação profissional e em tecnologias de manufatura foram um dos destaques nos discursos das autoridades alemãs durante a abertura do 33º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, na manhã desta segunda-feira, na Expoville, em Joinville.

O presidente da BDI, entidade equivalente à CNI na AlemanhaUlrich Grillo, explicou que o potencial de investimento em energias renováveis é enorme.  A Alemanha quer deixar de lado a energia nuclear e apostar em fontes sustentáveis. Hoje, 27% da matriz energética tem como fontes energias renováveis e a meta é chegar a 55% daqui a 30 anos.

O vice-ministro de Economia e Energia da Alemanha, Matthias Machnig, citou como exemplo de confiança no Brasil o fato de o Estado de São Paulo contar com 900 empresas de origem alemã, o maior contingente fora do país europeu.

Para ele, o Brasil é um parceiro estratégico e que deverá ter papel de liderança nas próximas décadas.  Segundo ele, a Bosch acaba de inaugurar um centro que vai gerar 500 empregos e a Basf investiu cerca de 500 milhões de euros no País.

Mencionada mais de uma vez, a crise econômica e política que o Brasil atravessa foi classificada como uma situação temporária de debilidade pelas lideranças estrangeiras. Contudo, ao se referir às medidas do governo federal para tentar retomar o crescimento, Grillo enfatizou que anúncios precisam ser seguidos de fatos e ações.

Além de criticar os custos com energia e a burocracia no Brasil, as lideranças internacionais observaram que o País apostou demais em matérias-primas no passado e deixou de lado a indústria. 

— O Brasil tem todas as condições de reencontrar o caminho do crescimento. Comecem, façam as reformas estruturais  e invistam no futuro do país. Aceitem nossa oferta de parcerias, queremos trilhar o caminho junto com vocês — afirmou Machnig. 

Acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia é defendido por ambas as partes, mas a principal reivindicação dos alemães na abertura do encontro foi concretizar um termo de apoio entre os presentes em favor da assinatura de um acordo de bitributação entre os dois países.

— Onde há acordos de bitributação, os investimentos são mais seguros. Já existe iniciativas em alguns setores, mas precisa ser ampliado — disse o vice-ministro alemão. 

As lideranças nacionais criticaram a crise econômica e política. O presidente daConfederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga de Andrade, disse que o Brasil precisa de reformas profundas nas áreas da previdência, trabalhista e administrativa.

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, destacou que o País é dotado de instituições sólidas e de liberdade, contudo, criticou o tamanho do Estado brasileiro e classificou a situação da previdência pública como insustentável.  Para ele, a crise atual deve servir para se discutir os problemas e fazer o País se modernizar e avançar. 

A abertura do Encontro Econômico Brasil-Alemanha teve também a presença do ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio, Armando Monteiro, que defendeu o papel da indústria para o crescimento.

O anfitrião, prefeito de Joinville Udo Döhler, destacou a importância de pensar o desenvolvimento sustentável das cidades e como Joinville pode se beneficiar da experiência alemã.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte,  lembrou que a indústria representa a maior massa salarial entre todos os setores da economia brasileira. Em Santa Catarina, são 52 mil indústrias, responsáveis pelo emprego de 812 mil trabalhadores. 

Após a abertura, as autoridades assinaram um acordo de cooperação entre o Estado de Santa Catarina e o de Turíngia, que será a sede da próxima edição do evento.


Origem da Crise no Brasil Crise mundial começou há precisamente 5 anos

Crise imobiliária
Tudo começou com a crise imobiliária dos EUA. Essa crise começou por lá porque os bancos estavam oferecendo uma quantidade muito grande de crédito imobiliário, o que acabou incentivando por demais o setor. O problema é que os bancos não faziam um estudo decente sobre as possibilidades financeiras dos clientes, achando que bastaria cobrar juros mais altos para se protegerem da inadimplência e aumentar os lucros. Só que o tiro saiu pela culatra…
Como existia muito crédito na praça, os americanos foram às compras felizes e contentes porque estavam adquirindo a sua casa própria. Só que com isso o preço dos imóveis subiu muito e chegou ao ponto que alguns que originalmente valiam US$80 mil estavam sendo vendidos por US$200 mil.
O que aconteceu? Desgostosos por pagar preços exorbitantes nos imóveis e nos juros da sua hipoteca, os americanos começaram a deixar de pagar os bancos. Mas isso ainda não é o maior problema, o problema é que essa situação não aconteceu apenas em alguns casos isolados, aconteceu em massa.
“Mas os americanos pararam de pagar as suas hipotecas só por causa disso?”

Não. Os bancos não ofereciam crédito apenas para compra de imóveis. O crédito é oferecido para tudo, incentivando o consumo em diversas áreas. O problema é que isso aumenta muito o endividamento e as pessoas acabam por muitas vezes não conseguir pagar suas dívidas.
Com a crise já instaurada mas sendo negada por todos, começou a existir menos crédito na praça e o preço dos imóveis diminuiu por haver menos procura por eles. Nesse momento, muitos americanos viram seus imóveis desvalorizarem muito chegando ao cúmulo de eles deverem um valor absurdamente maior do que o valor que o imóvel realmente valia naquele momento. Ou seja, pessoas que compraram um imóvel por US$200 mil viram seu preço despencar para menos de US$100 mil. Assim, muitas pessoas acharam que não valia a pena continuarem pagando a hipoteca, mesmo que tivessem seus imóveis executados (retomados pelos credores, os bancos) judicialmente.
Como a inadimplência estava crescendo assustadoramente, os bancos começaram a sentir falta de dinheiro novo, dinheiro esse com que já contavam para várias outras operações financeiras. Esses empréstimos que os bancos fizeram são considerados por muitos um tipo dos chamados “ativos podres”.
O que é um ativo? E um passivo?
Existem inúmeras definições para esses termos, mas falando simplesmente, um ativo é alguma coisa que dá dinheiro para uma determinada pessoa enquanto o passivo o tira.
Por exemplo, se você tem uma casa e a aluga por um preço maior do que o que você gasta com impostos e manutenção, essa casa é um ativo. Quando você tem uma casa e não a aluga ou a aluga por um preço mais baixo que o que você gasta com impostos e manutenção, você tem um passivo.
Por isso que os bons economistas não consideram (na maioria das situações) a casa própria um ativo, tal como muitos gerentes de banco dizem. Fique esperto!
O monstro chamado recessão
Ouvimos muitas pessoas falando em recessão. Você sabe o que é isso?
A recessão acontece quando há uma grande diminuição no crescimento econômico de uma determinada região ou país. Os resultados são devastadores e incluem a diminuição do salário dos empregados, redução da produção e da oferta de serviços, desemprego etc.
“E agora? Estamos em recessão?”
O governo diz que não, mas alguns economistas afirmam que muitos países já estão em recessão. Tecnicamente falando, a recessão acontece quando o PIB de um país diminui por dois meses consecutivos e o Brasil ainda não se encaixa nesse quadro.
@Atualização em 05/02/2009
A leitora Katia Campos deixou um comentário nos fazendo a pergunta abaixo e achei pertinente completar o artigo com mais essa informação.

E como a crise afeta o Brasil?
A economia mundial está vivendo um momento único na história. Estamos vivendo uma crise causada por outras crises. É é nisso que os governantes e grandes economistas estão trabalhando: uma forma de proteger outros países quando uma crise acontece em algum ponto isolado.
Mas como essa fórmula mágica ainda não apareceu, enfrentamos a crise também aqui no Brasil. Vários são os fatores que colaboram para isso. Veja alguns abaixo:
  1. Ativos podres
    Várias empresas brasileiras possuiam ativos estrangeiros que perderam muito do seu valor de mercado. Assim, estão mais cautelosos sobre os seus investimentos externos.
  2. Crise de crédito
    Como essas empresas não estão fazendo bons investimentos externos, buscam fazer melhores investimentos aqui no Brasil. Isso significa que elas estão aumentando os juros do crédito para assegurar bons rendimentos nos seus ativos e compensar a falta de rendimento e o prejuízo dos ativos externos.
  3. Recessão
    Com os juros do crédito mais altos, os brasileiros vão diminuir o consumo de bens duráveis e muitas vezes, até mesmo de bens não duráveis. Isso pode vir a causar uma recessão em um futuro próximo.
  4. Crise nas montadoras
    Como até meados de 2008, as montadoras estavam tendo um volume recorde de vendas, sua produção aumentava cada dia mais até que chegou a crise. Com o crédito a juros mais altos, a quantidade de veículos sendo em oferta diminuiu consideravelmente.


Entenda os efeitos do dólar a R$ 4 e as razões da alta da moeda

O dólar bateu a barreira histórica dos R$4 nesta terça-feira (22) e, segundo analistas ouvidos pelo G1, a tendência é que permaneça em alta diante do cenário de incerteza econômica sobre o ajuste das contas públicas do país e com os investidores atentos ao programa cambial do Banco Central (BC).
O preço do dólar é influenciado pela lei mais básica do mercado: a da oferta e da procura. Se há muito dólar circulando, o preço cai.
Se há pouco, o preço sobe. Entenda as razões da atual elevação do preço da moeda americana no Brasil e os efeitos na economia:
  
RAZÕES DA ALTA

O dólar é a moeda do comércio internacional. Quando estrangeiros fazem investimentos ou compram ações e títulos no Brasil, eles trazem dólares ao país, que aqui pe trocado por reais. Com um cenário de insegurança sobre o futuro da economia – como no caso do Brasil, que tem adotado medidas para tentar equilibrar as contas públicas – os investidores deixam de trazer seus dólares para o país, reduzindo a oferta da moeda. Logo, o preço sobe.

ESTADOS UNIDOS

 No cenário internacional, está a perspectiva de alta dos juros nos EUA. A economia americana é considerada de risco zero: ou seja, quem investe lá não corre risco de perder – embora os ganhos sejam poucos por conta dos juros quase em zero. Porém, caso haja aumento de juros, os investidores passarão a ter possibilidade de ganho investindo na economia mais segura do mundo. Assim, devido ao risco, países como o Brasil ficarão de fora da rota dos dólares dos investidores, mesmo tendo juros altos. Além disso, ao longo do ano passado, os EUA acabaram com seu programa de emissão de moeda, diminuindo a oferta de dólares novos no mercado.

POLÍTICA CAMBIAL

Um fator que gera certa tensão no mercado é o programa cambial do Banco Central. Há alguns meses, o BC tem realizado leilões diários de dólar por meio de contratos de swaps – nos quais se compromete a vender dólar no futuro. Assim, ele tenta manter o volume da moeda americana disponível e o preço estável.

AJUSTE FISCAL

O mercado também acompanha com tensão as negociações para a aprovação do ajuste fiscal. O governo apresentou um plano para alcançar um superávit de 0,7% do PIB no próximo ano, mas as medidas dependem de aprovação no Congresso. Sem ajuste fiscal, a capacidade do país de atrair capital estrangeiro fica ainda mais difícil, já que aumenta o risco de "calote" para os investidores.

EFEITOS NA ECONOMIA

PREÇO DOS IMPORTADOS

O efeito mais imediato da alta do dólar para o consumidor é o aumento do preço de produtos importados ou fabricados com insumos de outros países. No ano passado, a participação dos importados no consumo nacional foi recorde – 22%, valor mais alto da série histórica, iniciada em 1996.

INFLAÇÃO 

A alta no preço desses produtos entra no cálculo da inflação, que aumenta e, por sua vez, impacta no reajuste da maior parte dos preços no país. "O consumidor perde feio. [...] Para o cidadão comum, a percepção é que se está ficando mais pobre", diz Fabio Kanczuk, da FEA-USP.
EXPORTAÇÕES

 Para os exportadores, quanto mais alto o dólar, melhor, porque seus produtos ficam mais baratos lá fora e vendem mais. Porém, no caso do Brasil, os números da balança comercial – que nos dois primeiros meses do ano teve déficit de US$ 6 bilhões – mostram que não tem sido fácil vender produtos do Brasil no exterior, mesmo com o câmbio favorável. Os entraves estão na baixa produtividade dos trabalhadores brasileiros e na alta carga tributária, que encarece os produtos.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Como se preparar para a crise de 2015

Veja algumas dicas de como se preparar para enfrentar a crise econômica de 2015. Saiba como se preparar para a crise de 2015
Saber como se preparar para a crise de 2015é o primeiro passo não só para garantir a sobrevivência do seu negócio, como também largar com toda força depois da crise.

Não adianta de nada entrar em desespero em razão dos sinais de desaquecimento da economia e queda nas vendas. Isso não vai resolver o problema.
A única saída para o empreendedor é buscar proteção para os tempos conturbados que iremos enfrentar no ano que vem e buscar opções de como se preparar para a crise de 2015.

Reduza imediatamente seu grau de endividamento

Não importa que sacrifícios isso possa envolver, mas uma coisa é certa, se você quer se preparar para a crise de 2015, a primeira providência é reduzir a todo custo seu grau de endividamento.
As taxas de juros estão altas e o Banco Central não dá o menor sinal de que possa vir a reduzi-las à curto prazo. Isso poderá asfixiar seu negócio em um cenário inflacionário e de retração de vendas. Portanto, prioridade a esse item.

Prepare-se para uma redução de vendas e pedidos

O primeiro passo para se preparar para a crise econômica de 2015 é ser realista e assumir que as vendas sofreram uma sensível redução, principalmente em segmentos que comercializam produtos e serviços não essenciais.
Essa é uma retração clássica dos consumidores, sejam pessoas físicas ou jurídicas e não pode ser ignorada em seu planejamento estratégico. Por isso, adeque suas projeções de vendas para 2015 de forma a enquadrá-la à realidade do momento econômico.

Revise seu mix de produtos e serviços

Se você quer saber como se preparar para a crise de 2015, uma das dicas mais valiosas é fazer uma revisão imediata do seu mix de produtos e eliminar aqueles que não estão trazendo giro de estoque e não possuem uma margem de lucro tão atraente assim.Os tempos de vacas gordas tendem a deixar o mix de produtos e serviços sem um critério muito rígido de eficiência, o que prejudica o andamento dos negócios, mas não chega a matar a empresa, e por isso produtos que não vendem bem ou tem um prazo de permanência no estoque prolongado, vão conseguindo uma sobrevida.

Otimize processos produtivos

Outra solução para o dilema de como se preparar para a crise econômica de 2015 é através da otimização dos processos produtivos e rotinas administrativas da empresa.
Em tempos de mercado aquecido e boas vendas, é comum, principalmente entre os pequenos e médios empresários, um certo desleixo em relação à otimização de processos. Em tempos de crise, essa falta pode lhe custar a competitividade e em casos extremos até mesmo o negócio.

Avalie a possibilidade de downsizing

Reduzir o ritmo de atividade da sua empresa não é nenhuma vergonha ou sinal de má gestão. É sinal de prudência. Existe um ditado sobre empreendedorismo que eu adoro, dizendo o seguinte “O primeiro negócio de qualquer negócio é permanecer no negócio”.
Em épocas de crise, as vezes é preferível reduzir a atividade e o crescimento da empresas para poder enfrentar o ambiente desfavorável, do que bancar o empreendedor destemido e quebrar a cara dando murro em ponta de faca. Pergunte ao Eike Batista o que ele acha.

Invista em marketing

Não caia na armadilha de reduzir seu investimento em marketing só porque as vendas estão baixas. É justamente nessa situação que você deve investir mais ainda para atrair clientes para o seu negócio!
Se você ainda não tem uma estratégia de marketing digital, pense seriamente em investir neste segmento, pois além de ser mais barato (mas não gratuito) que o marketing convencional, pode ter seus resultados mensurados nos mínimos detalhes.

Participe de eventos setoriais

Em épocas de crise se torna importante participar de um número maior de eventos para poder ter uma avaliação externa da crise e do cenário traçado para o futuro.
É um ótimo momento também para o compartilhamento de experiências e soluções adotadas por outros empresários que estão no mesmo barco. É uma situação onde a união faz a força.

Seja criativo

Uma das boas lições que se pode extrair de uma crise econômica como a que vem ai pela frente em 2015 é o incentivo à criatividade. Se você ficar sentado chorando suas pitangas e não fazendo absolutamente nada, ai sim a coisa vai ficar bem feia.
Coloque sua criatividade e de seus colaboradores para trabalhar. Esteja aberto a sugestões e não crie qualquer tipo de barreira a mudanças. Em momentos de crise é que avaliamos de forma mais contundente qual o valor que poderíamos estar entregando ao mercado que ainda não foi agregado ao nosso produto ou serviço.
Não ser pego de surpresa sempre foi um grande trunfo no mundo dos negócios. Por isso, saber como se preparar para a crise de 2015, pode ser decisivo para a sobrevivência do seu negócio nos tempos difíceis que vem por ai.

Fonte : http://www.empreendedoresweb.com.br/como-se-preparar-para-a-crise-de-2015/

Os motivos para a crise econômica de 2015





Tirando o governo atual, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de economia e finanças, vê tranquilamente os sinais da crise por todos os lados. Não precisa nem ler revistas e relatórios de consultorias especializadas, basta fazer suas compras mensais em qualquer supermercado, concorda?

A volta da inflação será a marca da crise de 2015

Um dos principais impactos da crise econômica de 2015 sobre a vida das pessoas e negócios das empresas será a retomada da inflação em um ritmo acelerado, principalmente no primeiro semestre. A inflação já está ai há muito tempo e vem sendo tratada com leniência e maquiada através de artifícios contábeis que não se sustentarão por muito tempo.

Disparada do dólar como consequência

A política cambial praticada pelo governo nos últimos tempos tem mantido o dólar em um nível artificial através da injeção diária de volumes gigantescos de recursos que compõem nossas reservas internacionais e manobras contábeis nas contas públicas, cinicamente chamadas de“contabilidade criativa”.

Restrição de crédito

As empresas sofrerão bastante com os efeitos da crise econômica de 2015, principalmente aquelas que dependem de crédito abundante para manutenção dos seus negócios. Por uma questão de coerência econômica, diretriz que rege as decisões do mercado financeiro, ao contrário do que acontece na equipe econômica atual, os bancos deverão reduzir suas linhas de crédito, tanto a pessoas físicas quanto jurídicas.
Com a instabilidade na economia, o risco de inadimplência cresce e isso faz com que imediatamente os bancos aumentem a rigidez das suas condições para concessão de crédito. O resultado será um cenário muito mais difícil para se obter financiamento nas instituições privadas.

Fonte: http://www.empreendedoresweb.com.br/crise-economica-de-2015/